Grupo Bipar, de Mauro Mendes, pede encerramento de recuperação judicial

O Grupo Bipar, que pertence a Mauro Mendes (DEM) e é também candidato ao cargo de governador, pediu o encerramento da recuperação judicial. Segundo a empresa, 44% da dívida de R$ 126 milhões foram quitados com credores. As informações constam num requerimento protocolado na Justiça no dia 3 de setembro.

Agora, caberá à juíza Anglisey Oliveira, da 1ª Vara Cível de Cuiabá, decidir sobre o caso.

O pedido de recuperação judicial foi feito em 2015. A empresa de Mendes declarou ter uma dívida de R$ 126 milhões. Na prática, o processo judicial congelou a execução de todos esses débitos para que a Bipar conseguisse se recuperar e honrar com seus compromissos.

No pedido à Justiça, Bipar relatou que há dois anos vem cumprindo com o pagamento das dívidas previstas no acordo. Até o momento, 44% dos débitos já foram quitados. De acordo com a legislação, quando uma empresa cumpre as obrigações que venceram em até dois anos, passa a ter direito de sair da recuperação judicial.

“A recuperação judicial começou há três anos e o plano foi homologado há cerca de dois anos. Nesse período, a minha empresa pagou contas e quitou fornecedores. Agora em setembro, que completamos dois anos da medida, já poderemos sair da recuperação judicial. Conseguimos dar a volta por cima, graças a Deus e graças a muito trabalho feito pela nossa equipe. Trabalhamos muito e conseguimos nos recuperar”, declarou Mauro.

Mendes cita a Operação Ararath pela queda dos rendimentos na empresa. Em 2014, ele foi alvo de um mandado de busca e apreensão. Poucos dias após o ocorrido, os bancos lhe cortaram o acesso a crédito para financiar investimentos da Bipar.

“Quinze dias depois da operação, todos os bancos cortaram o crédito de todas as minhas empresas. Nós estávamos comprando máquinas, comprando equipamentos, iniciando obras, fazendo uma série de investimentos. Tínhamos garantido o crédito bancário, mas perdemos o crédito por conta disso. E aí ficamos em uma dificuldade muito grande, justamente no momento em que esse crédito deveria ser ampliado, para fazer frente ao crescimento da demanda”, disse.

Três anos depois, a Justiça Federal arquivou o processo por falta de provas. Contudo, a Bipar amargou um prejuízo de R$ 126 milhões. Ainda no ano de 2014 em que Mendes foi alvo da Ararath, a empresa faturou R$ 321,7 milhões dos R$ 440 milhões previstos.

Por isso, ele entrou com um pedido de recuperação judicial em 2015. O processo foi autorizado ainda no mesmo ano e o plano para o pagamento de débitos homologado em 2016.

A Bipar é formada pelas quatro empresas Bimetal Indústria Metalúrgica Ltda, Bipar Energia S.A., Bipar Investimentos e Participações S.A e Mavi Engenharia e Construções Ltda.

10/09/2018

Autor: 
Allan Pereira