Comitê de Turnaround e Transformação Empresarial do WTC

Data: 
a-f 17/9/2009, 8h00-10h00
Local: 
Sheraton WTC
Endereço: 
Av. das Nações Unidas, 12.551 - 1º andar
Tema: 
Tendências sobre a recuperação de empresas no Brasil e no Mundo
Palestrante(s): 

Salvatore Milanese, sócio KPMG e presidente do Comitê de Soluções Financeiras da TMA Brasil

Resumo: 
Limitado aos dados econométricos mundiais e aos poucos disponíveis na nova "indústria do turnaround" no Brasil, Salvatore Milanese, sócio da área de Restructuring da KPMG, demonstrou que a freqüência histórica de insurgência de crises e os valores dos defaults bancários vem aumentando exponencialmente com o crescimento da economia globalizada e com o crescimento dos mercados de crédito e de capitais. Ele demonstrou a direta correlação entre crise de liquidez e recuperação de empresas. Expôs o crescimento nos números de pedidos de recuperação judicial, 1453 casos desde a entrada em vigor da nova lei até junho 2009 e os setores mais atingidos entre os quais açúcar e álcool, aviação, bancário, frigoríficos, lojas de departamento entre outros. Milanese recordou que muitos turnarounds acontecem sem necessariamente a empresa requerer recuperação judicial (RJ) salientando que é mais importante, e tem mais chances de sucesso, uma gestão da recuperação baseada na reestruturação operacional e de resultados econômicos antes da insurgência da crise (isto é, um early turnaround) do que uma reestruturação financeira do balancete durante uma crise de liquidez avançada. Ele relata que as empresas brasileiras recorrem ao turnaround só quando em estágio de distress avançado propondo planos de recuperação limitados à renegociação de dívidas sem que efetivamente ataquem o desempenho sustentável do resultado econômico do negócio. Na RJ, alertou à necessidade de melhorar o papel de fiscalização, do controle de caixa e interação com a gestão e com o comitê de credores da parte dos administradores judiciais. À luz do amadurecimento na jurisprudência da nova lei e nas práticas e instrumentos da gestão de recuperação de empresas e do enorme potencial de crescimento dos mercados de crédito e de capital no Brasil levarão a um forte desenvolvimento da "indústria do turnaround" no Brasil em particular: judiciário especializado, administradores judiciais, work-out officers, chief restructuring officers, interim managers, financial advisors, investidores dedicados a "situações especiais", financiadores DIP (debtor-in-possession) e provedores de bancos de dados especializados.