Palestra Bimestral TMA Brasil

Data: 
07/04/2011 (5a-f), 8h00-10h00
Local: 
Sheraton WTC
Endereço: 
Av. das Nações Unidas, 12.551 - 1º andar, sala New York
Tema: 
Fundos como forma de captação para empresas em recuperação
Palestrante(s): 

Salvatore Milanese (KPMG)

Resumo: 
Salvatore Milanese, Presidente Executivo da TMA Brasil e sócio da KPMG, falou sobre Fundos de Distress, o que são e como operam, destacando que, via de regra, eles investem em empresas, “securities”, ativos e demais direitos cujo valor é fortemente depreciado por causa de uma crise contingente ou definitiva. Ele identificou alguns tipos de investidores em ativos “estressados”, entre eles fundos especializados em DIP Finance, tipo de financiamento para empresas em Chapter 11. Outro tipo de fundos são os especializados em “trading” de valores mobiliários em distress, com o objetivo de comprar na baixa e vender rapidamente, lucrando com a diferença de valores de compra e venda no curto prazo; fundos que compram valores mobiliários para estratégias de “loan to own”, isto é, comprar créditos ou ações de empresas em crise para assumir posições de influência no processo de reestruturação ou assumir uma posição de controle, reestruturar essas empresas e eventualmente revendê-las para investidores estratégicos. Ademais, Salvatore identificou as grandes possibilidades que existem para esses fundos se desenvolverem no Brasil, disponibilizando recursos nos processos de reestruturações locais. Entretanto, há entraves que limitam a presença maciça desses investidores, entre os quais, a incerteza na aplicação da letra da Lei; a tendência à forte “legalização” dos processos de recuperação judicial com prejuízo, às vezes, do “priority rule”; a falta de interesse dos credores em vender seus créditos ou transformá-los em equity dentro dos processos de recuperação. Concluindo, o executivo mostrou dados que apontam para uma possível onda de defaults corporativos em 2011, 2012 e 2013, devido ao “wall of debt”, isto é, a grande quantidade de vencimentos (na ordem de trilhões) que bancos e financiadores não conseguirão facilmente refinanciar em um contexto de crise e de restrições regulamentares (Basileia 3).